Prós e contras da legalização
O combate ao Jogo do Bicho vem mobilizando policiais que poderiam estar combatendo outros tipos de crime, e além disso não têm trazido resultados concretos. E se a legalização precisa ser discutida, quais são os prós e contras?
Vantagens da legalização do Jogo do Bicho
Arrecadação
Mais de 50% do dinheiro arrecadado nas loterias oficiais, como as loterias exploradas pela Caixa Econômica Federal, são repassados ao Governo Federal para investimentos em educação, saúde, segurança, cultura e esporte. O dinheiro arrecadado poderia com o Jogo do Bicho teria o mesmo fim.
O Jogo do Bicho faz hoje seus sorteios em um local não conhecido. A legalização aumentaria sua credibilidade, aumentando assim as apostas.
Postos de emprego
Os apontadores e outros funcionários do Jogo do Bicho, que hoje são presos e soltos em cerca de quatro horas, passariam a ser trabalhadores assalariados com carteira assinada.
Diminuição da violência
O Jogo do Bicho hoje promove disputas violentas de território, com inúmeros assassinatos. A legalização acabaria com estas disputas.
Jogos de Azar
Outros jogos de azar, como as loterias da Caixa Econômica Federal, já são explorados pelo governo. Qual a diferença delas para o Jogo do Bicho?
Desvantagens da legalização do Jogo do Bicho
Fachada para atividades ilegais
Há um grupo de pessoas contrárias à legalização do Jogo do Bicho que afirma que o Jogo pode servir de fachada para atividades como lavagem de dinheiro.
Se for este o caso, voltamos à pergunta: qual a diferença do Jogo do Bicho para as outras loterias, já que João Alves ganhou 221 vezes na loteria?
Questão moral
Muitas pessoas são contra o Jogo do Bicho assim como a todos os tipos de jogos de azar por questões religiosas ou morais. Trata-se de um posicionamento pessoal, que deve ser respeitado. Mas também deve ser respeitado o sireito dos outros de jogar ou fizer o que quiser com o próprio dinheiro.
Fonte = loteriasbrasileiras
quinta-feira, 18 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010

O q ninguém vê na net ...
Legalizar o Jogo do Bicho ?
Após mais de 100 anos de história, o Jogo do Bicho passou a fazer parte do cotidiano brasileiro. Ele está de tal maneira entranhado na cultura popular, que ilegal ou não, contravenção ou não, as pessoas fazem a sua fezinha diária de qualquer maneira.
Quais são as atrações do Jogo do Bicho? Vamos a algumas delas:
É de certa forma lúdico. A associação dos grupos a animais atrai as pessoas, que associam fatos do cotidiano e sonhos aos bichos. Quem nunca sonhou com a sogra e achou que era um palpite para a Cobra que atire a primeira pedra.
É barato apostar. Com apenas R$ 0,50 é possível fazer uma fezinha.
Há grandes chances de ganhar. Ok, grandes chances não, se não o jogo não vingava. Mais é muito mais fácil salvar o jogo no grupo do que acertar a Quadra da Mega-Sena.
Faz parte da cultura do carioca e do brasileiro em geral.
Desde o final de 2011 que a Polícia Civil do Rio de Janeiro vem fazendo operações de combate ao Jogo do Bicho. Por vezes cinematográficas, estas operações levaram a apreensão de computadores, máquinas, carros, e alguns milhões de reais, mas não levou à prisão de nenhum dos “figurões” do jogo. Presos, freqüentemente, são os apontadores, que são soltos em seguida.
Jogo de Azar
O Jogo do Bicho e outros jogos de azar, isto é, cujo resultado depende da sorte, são enquadrados no Código de Contravenção Penal. No Brasil, a exploração de jogos de azar é de exclusividade do governo.
As penas previstas no Código dificilmente passam de um ano de prisão, mas os condenados costumam ser punidos com penas alternativas. Mesmos estas penas alternativas aumentam a sobrecarga do nosso já entupido sistema legal.
Legalização
Como o combate ao Jogo do Bicho tem gastado o nosso dinheiro de impostos, o próprio Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, já declarou que a legalização precisa ser discutida. O capitão reformado da Polícia Militar e comentarista de segurança da Rede Globo Rodrigo Pimentel compartilha da mesma opinião.
Fonte = Loteriasbrasileiras
Após mais de 100 anos de história, o Jogo do Bicho passou a fazer parte do cotidiano brasileiro. Ele está de tal maneira entranhado na cultura popular, que ilegal ou não, contravenção ou não, as pessoas fazem a sua fezinha diária de qualquer maneira.
Quais são as atrações do Jogo do Bicho? Vamos a algumas delas:
É de certa forma lúdico. A associação dos grupos a animais atrai as pessoas, que associam fatos do cotidiano e sonhos aos bichos. Quem nunca sonhou com a sogra e achou que era um palpite para a Cobra que atire a primeira pedra.
É barato apostar. Com apenas R$ 0,50 é possível fazer uma fezinha.
Há grandes chances de ganhar. Ok, grandes chances não, se não o jogo não vingava. Mais é muito mais fácil salvar o jogo no grupo do que acertar a Quadra da Mega-Sena.
Faz parte da cultura do carioca e do brasileiro em geral.
Desde o final de 2011 que a Polícia Civil do Rio de Janeiro vem fazendo operações de combate ao Jogo do Bicho. Por vezes cinematográficas, estas operações levaram a apreensão de computadores, máquinas, carros, e alguns milhões de reais, mas não levou à prisão de nenhum dos “figurões” do jogo. Presos, freqüentemente, são os apontadores, que são soltos em seguida.
Jogo de Azar
O Jogo do Bicho e outros jogos de azar, isto é, cujo resultado depende da sorte, são enquadrados no Código de Contravenção Penal. No Brasil, a exploração de jogos de azar é de exclusividade do governo.
As penas previstas no Código dificilmente passam de um ano de prisão, mas os condenados costumam ser punidos com penas alternativas. Mesmos estas penas alternativas aumentam a sobrecarga do nosso já entupido sistema legal.
Legalização
Como o combate ao Jogo do Bicho tem gastado o nosso dinheiro de impostos, o próprio Secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, já declarou que a legalização precisa ser discutida. O capitão reformado da Polícia Militar e comentarista de segurança da Rede Globo Rodrigo Pimentel compartilha da mesma opinião.
Fonte = Loteriasbrasileiras
terça-feira, 16 de março de 2010

O que ninguém ver na net...
O Jogo do Bicho e sua história
O Jogo do Bicho se originou no início do período Republicano. João Batista Viana Drummond, o Barão de Drummond, tinha dificuldades para manter seu zoológico com o fim do auxílio de 10 contos anuais dados pela monarquia. Seguindo os conselhos do Sr. Manuel Ismael Zevala, mexicano que tentara sem sucesso trazer o Jogo das Flores para o Rio de Janeiro, criou o Jogo do Bicho.
O visitante que chegava ao Zoológico pagava mil réis por uma entrada que vinha com um dos 25 bichos existentes no zoológico, representados por grupos de quatro números, de 00 a 99. O desenho e o nome do bicho ficavam ocultos em um quadro pregado em um mastro na entrada do Jardim. Ao fim do dia, o bicho era revelado, diante de apostadores e curiosos. O ganhador levava 20.000 réis.
As apostas atrairam a curiosidade da alta sociedade fluminense, enchendo os bolsos do Barão e do mexicano, mas atraiu também a polícia. A exploração do vício não poderia continuar, e o Jogo do Bicho foi proibido.
No início do séc. XX, com o surgimento das loterias, o Jogo do Bicho volta com força, mesmo amparado na ilegalidade. Permitindo apostas mínimas baixas, ou de “simples moedas a tostões furados”, logo caiu nas graças do povo.
Em 1962 o governo lança a Loteria Federal, numa tentativa de atrair os apostadores do Jogo do Bicho. Hoje em dia os resultados da Loteria Federal são usados no lugar do terceiro sorteio do dia do Jogo do Bicho nas quartas-feiras e sábados.
Durante todos estes anos as autoridades alternaram momentos de tolerância e repressão. Nestes momentos as propinas rolavam soltas e enchiam os bolsos dos corruptos. Houve momentos onde foi estudada a possibilidade de legalização, nunca levada adiante. Até hoje o Jogo do Bicho atrai milhares de pessoas com a promessa de pagar até 4000 vezes o valor apostado.
Recentemente a Polícia Civil vem fazendo diversas operações e aumentando o cerco contra o Jogo do Bicho. O atual secretário de segurança do Rio de Janeiro vem levantando a bola da discussão sobre criminalização ou legalização do Jogo do Bicho.
Fonte = Loteriasbrasileiras
O Jogo do Bicho se originou no início do período Republicano. João Batista Viana Drummond, o Barão de Drummond, tinha dificuldades para manter seu zoológico com o fim do auxílio de 10 contos anuais dados pela monarquia. Seguindo os conselhos do Sr. Manuel Ismael Zevala, mexicano que tentara sem sucesso trazer o Jogo das Flores para o Rio de Janeiro, criou o Jogo do Bicho.
O visitante que chegava ao Zoológico pagava mil réis por uma entrada que vinha com um dos 25 bichos existentes no zoológico, representados por grupos de quatro números, de 00 a 99. O desenho e o nome do bicho ficavam ocultos em um quadro pregado em um mastro na entrada do Jardim. Ao fim do dia, o bicho era revelado, diante de apostadores e curiosos. O ganhador levava 20.000 réis.
As apostas atrairam a curiosidade da alta sociedade fluminense, enchendo os bolsos do Barão e do mexicano, mas atraiu também a polícia. A exploração do vício não poderia continuar, e o Jogo do Bicho foi proibido.
No início do séc. XX, com o surgimento das loterias, o Jogo do Bicho volta com força, mesmo amparado na ilegalidade. Permitindo apostas mínimas baixas, ou de “simples moedas a tostões furados”, logo caiu nas graças do povo.
Em 1962 o governo lança a Loteria Federal, numa tentativa de atrair os apostadores do Jogo do Bicho. Hoje em dia os resultados da Loteria Federal são usados no lugar do terceiro sorteio do dia do Jogo do Bicho nas quartas-feiras e sábados.
Durante todos estes anos as autoridades alternaram momentos de tolerância e repressão. Nestes momentos as propinas rolavam soltas e enchiam os bolsos dos corruptos. Houve momentos onde foi estudada a possibilidade de legalização, nunca levada adiante. Até hoje o Jogo do Bicho atrai milhares de pessoas com a promessa de pagar até 4000 vezes o valor apostado.
Recentemente a Polícia Civil vem fazendo diversas operações e aumentando o cerco contra o Jogo do Bicho. O atual secretário de segurança do Rio de Janeiro vem levantando a bola da discussão sobre criminalização ou legalização do Jogo do Bicho.
Fonte = Loteriasbrasileiras
sexta-feira, 12 de março de 2010

O q ninguém viu nos Livros...
Acertei no milhar
A história do jogo do bicho no Rio de Janeiro é reconstituída a partir de farta documentação no livro.
A história do jogo do bicho no Rio de Janeiro é reconstituída a partir de farta documentação no livro.
Michel Alecrim

À LUZ DO DIA
Banca de jogo do bicho no Rio de Janeiro em 1917: tema abordado por grandes escritores
Banca de jogo do bicho no Rio de Janeiro em 1917: tema abordado por grandes escritores
A primeira vez que se tentou acabar com o jogo do bicho no Brasil foi em 1895. Não adiantou. As apostas passaram a ser feitas no comércio por meio de vendedores ambulantes e até nas casas dos próprios bicheiros. Ninguém entendia por que o povo não podia jogar no bicho com o qual sonhara, enquanto a elite fazia sua “fezinha” nos cavalos do turfe. De lá para cá, outras tentativas de dar cabo à jogatina aconteceram em vão e a sua prática, cada vez mais ligada à corrupção, a assassinatos e tráfico, permanece lucrativa e às margens da lei. Mostra essa linha evolutiva o livro “Ganhou, Leva!” (ed. FGV), do historiador Felipe Magalhães, que conta em detalhes como o jogo acabou adquirindo estrutura empresarial. No início, sua organização financeira previa que uma banca cobrisse a outra para evitar eventual quebra. A partir dos anos 1940, o negócio ficou mais concentrado na mão de poucos “banqueiros”. “Essa competição nem sempre se deu pelos meios da concorrência capitalista. Em alguns momentos, as balas foram o meio para ganhar mais um ponto”, escreve o autor. Nada disso aconteceria sem a “vista grossa” da polícia, fundamental para o fortalecimento do bicho.
Com seu título tirado do samba “Malandros Maneiros” (de Zé Luiz do Império e Nei Lopes), uma ode à loteria, o livro mostra que o jogo mereceu a atenção de Olavo Bilac, Lima Barreto e Machado de Assis. Num conto de 1914, Machado narra o prêmio ganho pelo personagem Camilo, que não gostava de apostar seguindo opiniões alheias: “Ele perguntava como é que meia dúzia de pessoas, escrevendo notícias, podiam adivinhar os números da sorte grande. De uma feita, para provar o erro, concordou em aceitar um palpite, comprou no gato e ganhou.” Eram tempos até ingênuos. O panorama estudado, que vai até 1960, hoje incorpora a tecnologia, e os números sorteados podem ser vistos pela internet. Em 120 anos de história, só não mudou a conivência de algumas autoridades com a ilegalidade.
Com seu título tirado do samba “Malandros Maneiros” (de Zé Luiz do Império e Nei Lopes), uma ode à loteria, o livro mostra que o jogo mereceu a atenção de Olavo Bilac, Lima Barreto e Machado de Assis. Num conto de 1914, Machado narra o prêmio ganho pelo personagem Camilo, que não gostava de apostar seguindo opiniões alheias: “Ele perguntava como é que meia dúzia de pessoas, escrevendo notícias, podiam adivinhar os números da sorte grande. De uma feita, para provar o erro, concordou em aceitar um palpite, comprou no gato e ganhou.” Eram tempos até ingênuos. O panorama estudado, que vai até 1960, hoje incorpora a tecnologia, e os números sorteados podem ser vistos pela internet. Em 120 anos de história, só não mudou a conivência de algumas autoridades com a ilegalidade.
Fonte = istoe.com.br
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