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quarta-feira, 3 de março de 2010

O q ninguém viu no Rio de Janeiro ...

Desembargador discorda da polícia e manda soltar apontadores do jogo do bicho 

Ele alegou que não há crime contra a economia porque os prêmios são pagos


O desembargador Antônio José Ferreira Carvalho é presidente da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça: “contravenção não é crime”
O desembargador Antonio José Ferreira Carvalho, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu liberdade provisória a quatro pessoas presas por envolvimento com o jogo do bicho.  Segundo a decisão, o auto de prisão em flagrante deixou claro que a única conduta que a eles poderia ser imputada era a de contravenção e, ainda que condenados, não haveria razão para mantê-los sob custódia.
Cesar Wanderlei Pereira das Dores, 57 anos; Waldir Gomes, 59 anos; Roberto de Lima, 52 anos, e Solange Santos, 64 anos, foram surpreendidos pela polícia captando apostas nas ruas Senador Pompeu e Gamboa, no Centro do Rio.  Os quatro foram autuados por contravenção do jogo do bicho, crime contra economia popular e formação de quadrilha.
Em sua decisão, o desembargador destacou que não há no auto de prisão qualquer notícia de que os envolvidos tivessem obtido ganhos ilícitos em detrimento do povo.  “Até porque, como é de curial sabença, os prêmios do jogo do bicho são pagos aos apostadores”, escreveu.
Ainda segundo ele, o tipo penal consubstanciado no artigo 288 do Código Penal exige a associação de mais de três pessoas para o fim de cometer crimes.  “No caso em exame, verifico a existência de uma única conduta contravencional. E contravenção não é crime, pelo que tal imputação também não pode prevalecer”, ressaltou.
Por fim, de acordo com o magistrado, a contravenção do jogo do bicho, ainda que reiterada, não autorizaria a imputação de formação quadrilha, que segundo ele, se refere a crimes e não a contravenções.
FONTE = MAGOCOM.COM.BR

segunda-feira, 1 de março de 2010

O q ninguém viu em Madureira ...

Quando o jogo do bicho era ‘legal’. Ou quase


O Secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, prendeu, pela sexta vez, o “apontador” do jogo do bicho que recolhia os palpites na esquina de sua casa. Prendeu-o sob o velho argumento que de que se tratava de contravenção.


O jogo do bicho é considerado contravenção há décadas.

A pena para quem recolhe palpites para o bicho é tão ridícula que nenhum delegado coloca no xadrez um reles “apontador". Por Tambako the Jaguar/Flickr
O que não impediu, por exemplo, do bicheiro Aniz Abraão David , o Anysio da Beija-Flor, adquirir, por R$ 5 milhões,  o apartamento onde morava o doutor Roberto Marinho, um magnífico triplex na Avenida Atlântica.
Ou comparecer como estrela  ao recente lançamento do livro do Boni, da Globo. Oportunidade em que Anysio bateu um papo descontraido com o prefeito Eduardo Paes e com o “rei” Roberto Carlos. Mas voltando ao caso do Beltrame, o secretário levou o rapaz pessoalmente ao distrito, lavrou-se o flagrante e acabaram saindo quase juntos da delegacia.
A pena para quem recolhe palpites para o bicho é tão ridícula que nenhum delegado perde tempo em abrir o xadrez para colocar  lá dentro um reles “apontador”.
Beltrame, assim como todas autoridades do Rio, parece ter se impressionado  com a “Operação Dedo de Deus”, que transformou o Anysio, presidente de honra da Beija-Flor, entre outros, em foragido.

A “Dedo de Deus” mostrou que os resultados do bicho, hoje, são manipulados, e que o jogo continua a movimentar milhões de reais, saídos literalmente do esgoto. Isso apesar da jogatina oficial, realizada sob os auspícios da Caixa Federal.
É hábito. Ou vicio, como queiram. As pessoas se acostumaram com a contravenção. Talvez porque encontrem um “apontador” sempre à mão.
O episódio do bicheiro detido pelo secretário Beltrame me fez lembrar os bons velhos tempos em que o bicho vivia em total harmonia com o chamado aparelho policial.
Mais do que isso. O jogo funcionava como uma espécie de parceiro na manutenção da paz. Uma espécie de UPP extra-legal.
Na região de Madureira, por exemplo, quando a Secretaria de Segurança não repassava a verba da gasolina para movimentar a esquálida frota da delegacia, quem emprestava era o Natal. Ou Natalino José de Oliveira, o “chefão” do bicho, presidente eterno da Escola de Samba da Portela.
E o delegado não era qualquer um. Era o famoso Sivuca, o Gary Cooper de Madureira, Vaz Lobo e adjacências, e que acabaria virando deputado.
Lembro de uma conversa com Natal, no ultimo andar do predinho onde morava, bem no centro  de Madureira, já naquela época (anos 70) com movimento de cidade grande.
Ele chamava o local de jardim de inverno por causa das samambaias, mas valia a pena conhecê-lo pela originalidade da decoração.
No alto, rodeando toda a parede, caricaturas de animais. Natal explicou que, se fosse dentista, mandaria pintar dentaduras. Como não era, mandou pintar os 25 bichos do jogo, do avestruz à vaca.
Explicou também que em Madureira, não acontecia estupro ou crime violento fazia um tempão. A razão: a presença de seus “apontadores”.
Eram mais de 200 homens agindo na chamada “contravenção”, mas de ouvidos abertos para tudo – mas  tudo mesmo – que acontecia região.
E o que menos Natal queria que ocorresse eram crimes
O raciocínio é simples: quanto mais violência, mais polícia. E polícia desconhecida, e não o sempre bem informado delegado Sivuca.
Natal e Sivuca se reuniam a cada pertubadora nuvem negra que prenunciasse problema. E decidiam juntos quem iria

O jogo funcionava como uma espécie de parceiro na manutenção da paz. Foto: Gabriel Bonis
tomar as providências cabíveis.  Se a polícia ou o pessoal do “chefão”.
A intimidade era tão grande que a “casa de apostas” , onde Natal fazia o páreo a páreo, ficava parede com parede com a delegacia de Sivuca.
Tinha instalações completas, desde guichês, a sanitários, passando por um bar e pelas mesas pintadas de verde onde os apostadores podiam estudar os programas tomando uma cervejinha.Claro que um potente rádio emissor trazia todas as informações diretamente do Hipódromo da Gávea.
Dizem alguns especialistas que foi em Madureira, graças a Natal, que o samba e o bicho deram-se as mãos para nunca mais largar, via a gloriosa Portela.
Eu não garanto. O que eu me lembro de ter anotado no meu caderninho de repórter foi a palavra “decadência”.
Já naqueles idos dos anos 70 era visível que o poderoso chefão Natalino José de Oliveira, por não admitir o traficante na Portela,estava perdendo a guerra  para o pessoal das drogas. Lástima…
A piscina, no último andar do prédio estava coberta de húmus… A principal televisão da casa não tinha tubo. “Os homens levaram o estômago dela para consertar”, disse Natal.
Enfim, guardadas as proporções, uma história muito parecida com a de Don Corleone, o “Poderoso Chefão”, que tentou resistir  ao narcotráfico, filme que, por coincidência, estava sendo lançado na época.
O narcotráfico, muito mais lucrativo, passaria como um trator, levando apontadores e bicheiros de roldão,  sem distinguir quem era o quê .
Apenas selecionando com rigor aqueles que continuariam sendo “colunáveis” …Um Anysio, um Luizinho Drumond, e o jamais assaz louvado, doutor Castor de Andrade.
Surpresa, para mim, é que, apesar de tudo, o bicho resiste.
POR : TÃO GOMES 

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O que ninguém viu no Sertão...

Secretário do Governo Ricardo sai em defesa do jogo do bicho, descarta relação das jogatinas com cocaína e até propõe intalação de cassino no Sertão



Mostrando despreocupação quanto a uma possível reação negativa da sociedade, o secretário-adjunto da Articulação Municipal da Paraíba, o ex-deputado Sargento Dênis (PV) defendeu com veemência durante entrevista nesta sexta-feira (14) a prática do Jogo do Bicho em todo o Estado, considerada em âmbito nacional uma contravenção. Dênis se mostrou favorável a indústria do entretenimento e disse que é praticamente impossível se coibir tal prática e chegou a defender a abertura de Cassinos no Sertão da Paraíba.


Quanto a possibilidade de se aumentar nos próximos dias o efetivo policial para coibir a prática do Jogo do Bicho que vem ocorrendo de uma maneira 'sutil', Dênis foi enfático:


"Quero dizer que é um grande prejuízo por causa do desemprego e porque vai ficar sem controle do Estado. O Partido Verde defende a liberação de vários jogos, e esse combate da criminalidade do Jogo do Bicho no Brasil não é a mesma que acontece na Paraíba. Não existe aqui o bicho/maconha e o bicho/cocaína".


Na opinião de Dênis, a proibição será mais um problema para a polícia, pois tal prática se considera um tiro no pé por parte das autoridades "Os desembargadores não estão com uma visão certa, só vão arrumar mais um crime para a Paraíba, pois irão perder o controle como no Rio de Janeiro", explicou.


No entendimento do sargento Dênis, o Jogo do Bicho é algo cultural onde o cidadão começou a jogar muito antes das loterias.


CASSINO NO SERTÃO: empolgado o secretário foi mais além e defendeu uma propositura inusitada.


"Temos aqui um semi-árido que não dá pra plantar, que tem dificuldade com água. Por que não trazer cassinos para a Paraíba e para o Sertão como foi feito em Las Vegas. Precisamos discutir a economia de entretenimento", argumentou.


Por fim, sargento Denis disse que alguns delitos não precisam ser combatidos de uma maneira errada, onde a indústria de entretenimento precisa ser respeitada e valorizada.


"O Rock in roll na Inglaterra dá mais dinheiro que a Mac Laren e a Land Rover", concluiu.


 FONTE = CASCAVELDOCARIRI.BLOGSOT.COM

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O q ninguém viu no exterior...

Jogo do Bicho repercute no exterior 

A operação do Jogo do Bicho está repercutindo no exterior. O site inglês BBC produziu reportagem sobre o Jogo do Bicho sob o título “Brazil's illegal numbers game under pressure” (Jogo de números ilegal do Brasil sob pressão).
Segundo da reportagem “um jogo de azar ilegal no Brasil, conhecido como jogo do bicho, ocupa um importante lugar na cultura popular”.
Segundo a reportagem “aqueles que são a favor acreditam que a legalização reduziria a violência e outras atividades criminosas, como lavagem de dinheiro associada com o jogo”.
Um dos entrevistados na reportagem, o advogado carioca André Barros, defende a legalização da modalidade. “Eu sou a favor da legalização. O jogo do bicho é socialmente aceito e joga-se abertamente, de modo que é hipócrita continuar a ser crime. Hoje o jogo emprega pessoas que têm dificuldades de ocupação, como exemplo ex-presidiários, que se sentam em suas mesas durante 10 horas seguidas, em condições difíceis. Se for legalizado teriam os mesmos direitos que os outros trabalhadores. É um jogo apreciado pelos pobres e faz parte da vida cotidiana no Brasil. Mas as pessoas fazem um monte de dinheiro enquanto segue ilegal, assim ninguém se interessa legalizá-lo", comentou.
 
Jogo do Bicho na China
A curiosidade sobre o brasileiríssimo jogo do bicho é tão grande, que a TV estatal chinesa está produzindo uma reportagem no Rio de Janeiro sobre a modalidade. Esta semana, a TV chinesa está gravando um documentário na Fundação Rio Zoo, o jardim zoológico do Rio, sobre o centenário jogo. A equipe entrevistou um historiador que falou sobre as curiosidades, origem e a operação do jogo.


por: magnho josé

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O que ninguém viu no Rio de Janeiro ...



Site da record , noticiasr7 gostam tbm de fazer enquetes relacionadas ao jogo do bicho.



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O q ninguém viu em Pernambuco ...

Sindicato realiza passeata pela legalização de jogos e bingos em Pernambuco

Manifestantes alegam que vídeos lotéricos, vídeo bingos, bingos e jogos de bicho são fontes de renda no país e criam até 300 mil postos de trabalho

Cerca de 3 mil pessoas saíram em passeata   pelas ruas do Recife em protesto pela legalização dos jogos e bingos em Pernambuco. Os manifestantes saíram do parque treze de maio, por volta das 15h30 e seguiram pela rua do Hospício e Conde da Boa Vista, em direção ao Palácio do Governo.
O objetivo do grupo é entregar ao governador Eduardo Campos a cópia de um Projeto de Lei que visa regulamentar os jogos eletrônicos.
O movimento foi liderado pelo Sindicato de Videodiversão de Pernambuco (Sinfodiversão), com o apoio da Força Sindical e reclama a necessidade de legalização dos jogos Vídeo lotéricos, Vídeo Bingos, bingos e jogos de bicho. (Com informações do NE10 – JC Online)

Sobre a manifestação de Recife
Foi oportuna a manifestação realizada, que tinha como tema ‘Jogo Legal’, promovida pelo Sinfodiversão e com apoio da Força Sindical, a favor da legalização dos diversos jogos eletrônicos no Centro do Recife.
Eriberto Torres, que participou da passeata, gentilmente cedeu as fotos da manifestação ‘Jogo Legal’ para serem veiculadas pelo BNL. Além disso, já está postado no site Youtube um filme sobre a manifestação.

FONTE = MAGOCOM.COM.BR
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